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COLUMBÓFILIA

PÁGINA DE JOSÉ CARLOS ALMEIDA ROSA, DEDICADA À COLUMBÓFILIA !!! PROMOÇÃO E DIVULGAÇÃO DO DESPORTO COLUMBÓFILO !!!

COLUMBÓFILIA

PÁGINA DE JOSÉ CARLOS ALMEIDA ROSA, DEDICADA À COLUMBÓFILIA !!! PROMOÇÃO E DIVULGAÇÃO DO DESPORTO COLUMBÓFILO !!!

“Pombos portugueses brilham nos céus”

“Pombos portugueses brilham nos céus” – Jornal Record – dia 25/06/16

No passado sábado, dia 25 de junho, o jornal Record dedicou uma página à columbofilia nacional. Os resultados da 2ª solta de Valência del Cid e o balanço do Campeonato Nacional de Fundo são os destaques do lado esquerda dá página. No lado direito, o destaque vai para a columbofilia açoriana.  As diferenças que existem nas provas organizadas nos Açores e no Continente, os aspetos logísticos que são necessários para as soltas dos campeonatos açorianos, bem como uma entrevista ao columbófilo Luís Soares, são alguns dos temas em destaque.

pdf da página que saiu no jornal.

REC11250647

A reportagem pode ser consultada online, no site do jornal, através da ligação:

http://www.record.xl.pt/modalidades/detalhe/columbofilia-pombos-portugueses-brilham-nos-ceus.html

 

Columbofilia: Pombos portugueses brilham nos céus

Almerindo Mota, coordenador desportivo, faz um balanço positivo do Nacional de Fundo

Terminou no passado dia 18 o Campeonato Nacional de Fundo 2016. A prova, organizada pela Federação Portuguesa de Columbofilia (FPC), em parceria com as 14 associações columbófilas distritais e as 400 coletividades que, aproximadamente, representam um universo de 9 mil columbófilos, reuniu os melhores pombos-correios lusitanos. As duas provas tiveram como local de solta Albuixech, Valência, e levaram estes ‘atletas’ a percorrer distâncias que variam entre os 600 e os 800 km, num espaço temporal de 7 a 10 horas de voo, com início em solo espanhol.

Coroados os campeões distritais, por zona e a nível nacional, o 1º classificado do país é Nuno Micaelo, do Clube Columbófilo Asas de Portalegre, da Associação Columbófila do distrito de Portalegre. A fêmea que lhe deu essa classificação chegou ao pombal, na localidade de Cabeço de Vide, há uma semana, às 14h13, depois de percorrer 628,307 km.

O coordenador desportivo da FPC, Almerindo Mota, fez um balanço muito positivo: "Depois de falar com os columbófilos, a noção que tenho é a de que a prova foi um sucesso a todos os níveis." O coordenador acredita que este tipo de provas promove o convívio a nível nacional, porque este desporto também vive "da criação de amizades".

Para 2017, em tom descontraído, Almerindo Mota, deixa o aviso: "É preciso começar, desde já, a preparar a época desportiva, porque não podemos amolecer."

Na primeira solta, que decorreu no dia 21 de maio, 51.012 pombos – correio estiveram inscritos. Na prova do passado sábado foram 46.603. A columbofilia, que já foi a segunda modalidade com mais praticantes em Portugal, logo a seguir ao futebol, pretende chamar novos amantes dos pombos-correios, de forma a estimular cada vez mais a competição e a promover a interação entre todo o mundo columbófilo.

Realidade competitiva diferente nos Açores

No arquipélago dos Açores, a paixão pela columbofilia também se faz sentir. Na ilha de São Miguel há duas coletividades, o Clube Columbófilo de São Miguel (CCSM) e o Clube de Amigos da Columbofilia do Nordeste (CACN). Na ilha Terceira existe o terceiro clube açoriano, a Sociedade Columbófila da Ilha Terceira.

Médico e columbófilo, Luís Soares (na foto) é o presidente da direção do CCSM, clube fundado há 16 anos e um dos impulsionadores da columbofilia no arquipélago, estando ainda envolvido nas atividades, de cariz mais lúdico, do CACN. Com raízes no continente, foi na maior ilha açoriana que começou a competir. As motivações foram "o gosto pelo pombo-correio, a paixão pela criação dos animais e o entusiasmo das chegadas", destaca. Não hesita em declarar que a columbofilia do continente não é igual à dos Açores: "As duas realidades não têm nada de semelhante, não há pontos comuns." As diferenças começam no pombo. "Nós sabemos que o pombo, na natureza, é uma ave de voo terrestre, logo, o voo marítimo necessita de aprendizagem e de um período de adaptação."

As soltas decorrem em alto-mar a 100, 150, 200 milhas da costa. As provas diferem muito das que acontecem no continente. "As tradicionais categorias da columbofilia terrestre, velocidade, meio-fundo e fundo, aqui diluem-se completamente. De certa forma, uma prova de 50 milhas marítimas (representa, em linha reta, quase 100 km) pode ser equiparada a uma de fundo", assegura o dirigente.

Nos aspetos logísticos também se fazem sentir os contrastes. As soltas efetuadas sobre terra, em São Miguel, só podem ter até 70 km, pois é a extensão territorial da ilha. Nas restantes provas são necessários outros meios, como revela Luís Soares. "Nas provas interilhas temos um acordo com a SATA Açores para o transporte aéreo dos pombos, para as soltas de alto–mar temos protocolos com empresas de transporte marítimo que asseguram o transporte de barco ou navio."